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VOTAR EM MARÍLIA, É VOTAR EM JOÃO CAMPOS. ENTENDA PORQUÊ

Foto: Divulgação

20 de julho 2020

Toda a encenação da deputada federal Marília Arraes (PT), em dizer-se adversária do PSB, tendo como pano de fundo a briga dela no passado, com alguns parentes (leia-se Eduardo Campos) e que por isso, caso seja eleita prefeita do Recife, estaria pondo fim ao longo período deles no poder, na prática, não passa de discurso pra inglês ver.

Não é segredo pra ninguém que, as próximas eleições de 2020 serão ensaio ao ambicioso projeto nacional dos petistas, de volta ao poder em 2022 e, como tal, ser Governo na estratégica cidade do Recife é ter um íma na mão, para atrair o PSB e toda a esquerda historicamente aliada, para uma frente ampla, contra Jair Bolsonaro.

Ao PT nacional, a rigor, não faz diferença quem seja eleito: Se Marília ou se João Campos. Contanto que seja um dos dois. Eis porque a neta de Arraes acaba sendo peça de artilharia estratégica importante, especialmente quando ao que parece, está bem avaliada, perante o eleitorado de esquerda do Recife.

É fato que, o PSB há muito passou de coadjutor a protagonista, no processo político em Pernambuco, como já se queixou o próprio ex-presidente Lula e nada melhor do que apresentar a outra face da mesma moeda. PT e PSB, em termos nacionais são exatamente a mesma coisa. Traduzindo: No plano municipal, até às eleições de 2022, caso eleita agora, Marília até se passaria por oposição ao PSB. Mas, já nas eleições presidenciais de 2022 PT e PSB serão a mesma coisa. E para o eleitor, o que isso interessa? A resposta é simples: É que para os críticos mais antenados, Recife continuaria subjugado à controvertida e fatigada forma de governo. Daí porque, VOTAR EM MARÍLIA, É VOTAR EM JOÃO CAMPOS.