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Uso de máscaras de pano será obrigatório na Baixada Santista

Uso da proteção será obrigatório para circular nas cidades da Baixada Santista (Foto: Matheus Tagé/AT)

26 de abril 2020

Medida é apontada para reduzir velocidade de transmissão da Covid-19 em meio às projeções de pico da pandemia nas próximas semanas; decisão foi tomada de forma conjunto pelos nove prefeitos

Como forma de tentar reduzir a velocidade de transmissão da Covid-19 em meio às projeções de pico da pandemia nas próximas semanas, as nove cidades da Baixada Santista vão tornar o uso de máscaras de pano obrigatório a toda a população.
Decretos específicos com as regras locais e prazos de adaptação serão editados em cada município para a utilização da proteção individual em áreas públicas – como comércios e transporte coletivo. Multas não estão descartadas.

A diretriz, que segue as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, foi definida durante nova reunião do Comitê Metropolitano de Contingenciamento do Coronavírus na Baixada Santista. Com isso, as cidades da região seguem exemplos de Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), que já adotaram essa medida para frear a circulação do vírus nessas capitais.

Segundo o prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), detalhes técnicos serão finalizados na quinta-feira (23) em cada município.
Haverá um prazo mínimo, de caráter educativo. Após essa etapa, o uso da máscara será obrigatório a todos que circularem nas cidades”, diz.
Barbosa acrescenta que o uso da proteção já é obrigatório para os funcionários das atividades comerciais que estão em funcionamento. Ele afirma, ainda, que o Poder Público fará a distribuição da proteção individual para as pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Esse prazo [de adaptação] também é para que as prefeituras possam produzir essas máscaras”, diz.

Embora a OMS admita não haver estudos conclusivos que comprovem a eficiência de máscaras de pano, infectologistas afirmam que o uso dessa proteção reduz em até 40% as chances de exposição à Covid-19. Já a utilização de máscaras cirúrgicas e respiradores, como N95, continuam prioritárias a profissionais da saúde. “Estamos vivendo um novo mundo, que exige novas medidas. A máscara se tornará mais um item na vestimenta das pessoas”, afirma.
Mapeamento dos Leitos
No encontro remoto, que durou mais de três horas, os gestores das cidades locais também definiram a edição de regras municipais obrigando os hospitais privados e públicos a notificarem a ocupação dos leitos de internação e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados aos pacientes com o novo coronavírus. “É um indicador importante para saber a origem do paciente”, continua Barbosa.
A intenção é ter um mapa real da taxa de ocupação hospitalar e, assim, estabelecer a distribuição de leitos entre as cidades. Os informes devem ser repassados ao Poder Público em intervalos de 24 horas. Eles precisam ter dados como o perfil do paciente para a vigilância sanitária local e do município de domicílio do infectado para controle da ocupação dos leitos hospitalares.

Quarentena estadual
Os nove prefeitos também acataram as recomendações do Ministério Público Estadual (MPE) contra medidas de flexibilização de abertura de alguns setores comerciais. Com isso, apenas as atividades regulamentadas no decreto estadual que impôs a quarentena serão permitidas.

Fonte: A TRIBUNA