Thutchuca é a mãe! Diz o ministro na CCJ

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Thutchuca é a mãe! Diz o ministro na CCJ

A ida de Paulo Guedes, Ministro da Economia, na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça – deu o que falar. O resultado foi o desagrado de Gregos e Troianos, com recuos do governo e queda de 0,94% na bolsa de valores, com uma alta do dólar de 0,57%.

Com sentidas ausências de aliados do governo na sessão, em vários momentos de ânimos exaltados foram apartados por assessores, após o deputado petista Zeca Dirceu (PT-PR) dizer que Guedes era “tigrão” com os pobres, os agricultores, os idosos e deficientes físicos, mas era “thuthuca” com os ricos e os banqueiros. A resposta foi: Thutchuca é a mãe! É a Vó! Respondeu irritadíssimo o ministro.

A sessão foi encerrada após bate-boca generalizado, que Felipe Francischini (PSL –PR) não conseguiu mais controlar.

A reunião desta quarta mostrou que Paulo Guedes é um técnico e não um político, a falta de habilidade ficou evidente. Chamava os parlamentares de você, ao invés de vossa excelência, como deveria ser o pronome de tratamento. Pecou na postura exigida com o respeito aos políticos presentes. São detalhes que fazem diferença e conotam respeito.

Guedes demostrou conhecimento sobre sua proposta. Sinalizou que os benefícios de prestação continuada deverá ser revisados pelos parlamentares. Disse ainda: que a reforma deve ter potencia para implantar o sistema de capitalização que gostaria de implantar.

Demostrou que o déficit de 195 bilhões de reais em 2018, quando gastou 700 bilhões de reais só com o pagamento das aposentadorias. Argumentou que é dez vezes mais do que o gasto com educação, afirmou o ministro. A previsão é de que, sendo aprovada da maneira que chegou ao congresso, a economia seja de 1 trilhão de reais aos cofres públicos.

Sobre a aposentadoria rural, não ficou claro se o ministro concorda ou não com as possíveis alterações. Ele só ressaltou que há 6 milhões de pessoas na área rural, mas 9 milhões de aposentadorias rurais.

O Dep. Paulo Azi (DEM-BA) disse que o governo deveria combater eventuais fraudes. Reclamou também do empenho de Bolsonaro na articulação da proposta da reforma. “O autor da proposta tem de vir pro campo de batalha, sim. O General não pode permitir que seus soldados, que são muitos nesta casa, fiquem sem comando nesse enfrentamento”.

Nesta quinta-feira, os debates continuam na CCJ, com os juristas

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