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Corrupção no DNIT, 9 são presos por desvio de dinheiro em contratos de tecnologia

Foto: Divulgação

05 de setembro 2020

A Polícia Federal PF deflagrou na quinta-feira (3) a “Operação Circuito Fechado”, para apurar o desvio de recursos do DNIT no valor de 40 milhões de reais, em contratos de tecnologia entre 2012 e 2019.

Thiago Batista, dono da empresa B2T foi preso pela manhã. Estão sendo cumpridos nove mandados de prisão temporária e 44 de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Paraná.

Lavagem de dinheiro, corrupção estão entre os crimes. Cerca de 300 policiais investigam contratos milionários de tecnologia e informática no governo.

Estão sendo cumpridos nove mandados de prisão temporária e 44 mandados de busca e apreensão em endereços situados no Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Paraná. Entre os alvos aparecem empresas, funcionários públicos e empresários do ramo de tecnologia.

Além dessas medidas, a Justiça Federal também determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 40 milhões nas contas dos investigados, bem como o sequestro de seis imóveis e 11 veículos.

Um dos alvos de prisão hoje é um representante no Brasil da empresa norte-americana MicroStrategy Incorporated, sediada em Washington (EUA). A companhia é quem fornece a licença do software para empresas de tecnologia de Brasília e o representante dela no país é responsável por dar o certificado exigido em edital para as empresas.

Segundo a PF, apenas empresas participantes do esquema conseguiam esse certificado que era exigido no edital. Por isso a operação foi batizada de “circuito fechado”. Uma espécie de clube das empresas de tecnologia e informação.

Outra companhia investigada é a B2T (Business to Technology), empresa de informática com sede no Lago Sul, região nobre de Brasília, que já foi alvo da PF no começo do ano.

Segundo a Polícia Federal, a empresa foi usada para desviar R$ 50 milhões dos cofres públicos entre 2016 e 2018, no extinto Ministério do Trabalho.

A investigação aponta que a empresa começou a vender um software de business intelligence, que faz análise de metadados e bigdata, pelo valor de R$ 1 milhão, mas em contratos posteriores os valores de venda chegam perto da casa dos R$ 100 milhões. Esse software é usado em órgãos públicos, como ministérios e autarquias. A certificação do software era pela MicroStrategy.

Em média, de acordo com as investigadores, até 80% do que seria pago pelo órgão eram revertidos em propina aos investigados do suposto esquema.

Essa segunda fase acontece após delação premiada de um empresário preso na primeira ação, que relatou o suposto esquema, que seria: o valor do contrato ia aumentando conforme o repasse para pessoas interessadas no esquema, como responsáveis pela compra, pela assinatura do contrato e quem daria o aval. Tanto no serviço público, quanto no privado, como empresas parceiras.

Outras cinco empresas parceiras da B2T estão sendo alvos também da operação.