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China indignada depois que ministro brasileiro sugere que Covid-19 faz parte de “plano de dominação mundial” THE GUARDIAN-LONDRES

Foto: Evaristo Sa/AFP

07 de abril 2020

Por Kleber Moraes – Central de Jornalismo

China indignada depois que ministro brasileiro sugere que Covid-19 faz parte de “plano de dominação mundial”

O Mundo está alertando o Brasil para os perigos de se manter “Loucos” em cargos estratégicos no Governo. Não bastasse o filho do Presidente, Eduardo Bolsonaro ter agredido a China no mês passado, causando assim uma crise diplomática entre os países, agora foi o Ministro da Educação Weintraub, quem retomou a crise com post em seu Twitter usando ilegalmente os personagens de Mauricio de Sousa “Turma da Mônica” com comentários que mais pareciam “vandalismo de delinquente juvenil”, desconstruindo uma relação comercial, erguida com muitos esforços nas últimas décadas, com gestos grotescos que mais parece “provocação” de um “alucinado ideológico” em redes Sociais e não atitudes de um Chefe de Estado.
O aloprado Ministro coloca desnecessariamente o Brasil de volta a crise com aquele que poderá, já nesse ano, ser o país com a maior economia do Planeta. Então que o Presidente de Operações do Brasil(com poderes de Presidente da República durante a Interdição de Bolsonaro), General Braga Netto, se atente para esse tipo de provocações desnecessárias de Ministros e funcionários do Primeiro escalão do Governo, pois esse tipo de situação já “reverbera” para o mundo todo como se o Brasil estivesse sendo liderado por um “bando de loucos”.

 

Abaixo a Matéria Traduzida

China indignada depois que ministro brasileiro sugere que Covid-19 faz parte de ‘plano de dominação mundial’

Pequim exige explicações após o tweet “altamente racista” de Abraham Weintraub sugerir que faz parte de um plano geopolítico

Agence France-Presse
Ter 7 Abr 2020 01.47 BST

Ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintraub

A China exigiu uma explicação do Brasil depois que o ministro da Educação do governo de extrema direita vinculou a pandemia de coronavírus ao “plano de dominação mundial” de Pequim, em um tweet que imitava um sotaque chinês.

No último incidente para estreitar os laços entre as duas nações, o ministro Abraham Weintraub insinuou que a China estava por trás da crise global da saúde.

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“Geopoliticamente, quem se sairá mais forte dessa crise global?” ele escreveu no Twitter no sábado. “Quem no Brasil está aliado a esse plano infalível de dominação mundial?”

No português original, seu tweet substituiu a letra “r” por “L” – “BLazil” em vez de “Brasil”, por exemplo – em um estilo comumente usado para zombar de um sotaque chinês.

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A embaixada da China no Brasil condenou o tweet “absurdo e desprezível” de Weintraub, chamando-o de “altamente racista”. “O governo chinês espera uma explicação oficial do Brasil”, twittou o embaixador Yang Wanming.

A disputa ocorre quando o Brasil, como muitos países, espera adquirir mais equipamentos médicos da China para lidar com o Covid-19.

Weintraub disse em uma entrevista que apoiou seu tweet e pediu à China que faça mais para ajudar a combater a pandemia. “Se eles [China] nos venderem 1.000 ventiladores, eu me ajoelharei em frente à embaixada, peço desculpas e digo que fui um idiota”, disse ele à Radio Bandeirantes.

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse na semana passada que o Brasil está lutando para obter ventiladores e outros suprimentos vitais de saúde da China, dizendo que alguns de seus pedidos foram cancelados sem explicação.

O problema entrou em erupção online na segunda-feira. A principal tendência no Twitter no Brasil foi a hashtag #TradeBlockadeOnChinaNow.

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O Brasil, cujo maior parceiro comercial é a China, é o país latino-americano mais atingido pelo novo coronavírus, com quase 500 mortes e mais de 11.000 casos confirmados até o momento.

Desde o surgimento da pandemia, os laços Brasil-China foram tensos, principalmente por uma série de tweets do filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, um legislador federal. Eduardo Bolsonaro criticou a “ditadura” chinesa por lidar com o surto em março.

Na semana passada, ele twittou sobre o “vírus chinês”, uma frase que enfurece Pequim e que a Organização Mundial de Saúde desaconselhou. Também foi usado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Isso levou o cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, a perguntar a Eduardo Bolsonaro em uma coluna de opinião no jornal brasileiro O Globo: “Você é realmente ingênuo e ignorante?”

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