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Abril Marrom: combate à cegueira não pode parar

Abril é mês de combate à cegueira - Divulgação

02 de abril 2020

Mais de 6 milhões de brasileiros possuem deficiência visual, porém em 80% dos casos a cegueira poderia ter sido evitada com diagnóstico e tratamento precoce, mostrando que o alerta anual não pode ser esquecido em nenhuma circunstância

Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os cuidados com a saúde em geral não podem parar, inclusive os relacionados aos olhos. Abril Marrom é a campanha realizada por instituições e profissionais de saúde esse mês dedicada ao alerta do combate à cegueira. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o Brasil possui 1,2 milhão de cegos. São mais de 6 milhões de brasileiros com alguma deficiência visual. As causas são variáveis e, na maioria dos casos, a perda da visão poderia ter sido evitada com prevenção e diagnóstico precoce.

Se você perceber perda súbita da capacidade de visão, não hesite em procurar um oftalmologista, mesmo em tempos de distanciamento social em prol da saúde coletiva. Se esqueceu de marcar sua consulta de rotina anual, programe-se para uma visita ao oftalmologista, assim que os atendimentos voltarem ao habitual em sua região, de acordo com as recomendações dos órgãos de saúde. E fica o alerta: não pare tratamentos nesse período sem o conhecimento e orientação do seu médico. Muitas clínicas oftalmológicas estão à disposição para atendimentos emergenciais e orientações a pacientes, inclusive via online, por meio da telemedicina, regulamentada pelo Ministério da Saúde recentemente.

É possível evitar – Conforme afirma o Dr. Renan Ferreira Oliveira, especialista em catarata e cirurgia refrativa do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, empresa do Grupo Opty em Joinville (SC), 80% das causas de cegueira são evitáveis. “Uma vez detectadas precocemente, tais condições podem ser tratadas em fases iniciais, evitando perdas irreversíveis da visão”, reforça o médico sobre a importância das visitas anuais ao oftalmologista em todas as faixas etárias. Os cuidados começam ainda na maternidade, com o teste dos olhinhos.

As principais patologias que levam a cegueira não-reversível são: glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada a idade (DMRI). A catarata, importante causa de baixa visão ou cegueira, é reversível com a cirurgia de facoemulsificação. Tais condições afetam principalmente pessoas acima de 60 anos, porém também podem aparecer precocemente em pacientes com fatores de risco. No adulto jovem, as causas predominantes incluem: trauma ocular, descolamento da retina e as doenças neurológicas e degenerativas, como a neurite óptica.

“As principais causas de cegueira e deficiência visual em adultos e idosos estão associadas ao envelhecimento da população. Independentemente da classe social, a estimativa de cegueira cresce em função da idade, chegando a ser de 15 a 30 vezes maior em pessoas com mais de 80 anos do que na população com até 40 anos de idade”, conta o oftalmologista.

Confira mais detalhes sobre as doenças que podem levar à cegueira:

– O glaucoma pode ser prevenido pelo controle da pressão intraocular, que quando aumentada representa o principal fator de risco, e também o único modificável. Seus sintomas são irreversíveis, ou seja, o tratamento do glaucoma visa apenas a impedir a sua progressão, porém não restabelece a visão que foi perdida, o que torna ainda mais urgente a importância de detectar e tratar essa doença nos seus estágios mais iniciais. Além do tratamento clínico com colírios, novas opções terapêuticas vêm surgindo para controle da pressão intraocular, como cirurgias minimamente invasivas (implantes) e uma técnica com laser (SLT).

– A retinopatia diabética pode ser prevenida pelo controle adequado do diabetes, baseado em hábitos de vida saudáveis (dieta e exercícios físicos) e uso correto de medicações, visando o controle da glicemia (nível de açúcar no sangue). Uma vez estabelecida, a retinopatia diabética pode ser tratada de acordo com o estágio da doença. Terapias como fotocoagulação a laser e injeção intravítrea de antiangiogênicos são essenciais para o controle da doença, podendo melhorar os sintomas de perda visual. No entanto, estágios avançados da doença podem levar a cegueira irreversível. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, em 2017 12,5 milhões de brasileiros tinham diagnóstico de diabetes. Este número atinge proporções muito maiores ao considerarmos as crianças e o grande contingente de portadores que não sabem que tem a doença.

– A DMRI é a principal causa de cegueira na terceira idade em países desenvolvidos, afetando geralmente pessoas acima de 70 anos. Em sua forma seca (mais inicial e branda), o tratamento, baseado em complementos vitamínicos, é pouco eficaz. Na sua forma úmida, novos vasos sanguíneos se formam na região da mácula e causam sangramento e edema. Essa forma, apesar de mais agressiva, pode ser tratada com uso de injeções intravítreas de antiangiogênicos, que melhoram a visão e controlam a progressão da doença por tempo variável.

– A catarata do adulto ou idoso é reversível com a cirurgia. Ela pode aparecer mais precocemente em fumantes, diabéticos, altos míopes, pessoas com alta exposição ao sol, devido ao uso de certos medicamentos, ou após trauma ocular, entre outros fatores. A catarata senil é um processo inerente ao envelhecimento do cristalino.

Crianças e jovens – De modo geral, de acordo com estudo “As condições de saúde ocular no Brasil 2019”, do CBO, mais da metade das crianças cegas do mundo são cegas devido a causas evitáveis (15% tratáveis e 28% preveníveis). Conforme a estimativa da Agência Internacional de Prevenção à Cegueira (IAPB, em inglês), é possível considerar que no Brasil haja cerca de 29 mil crianças cegas por doenças oculares que poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente. A diversidade regional brasileira e os diferentes níveis de desenvolvimento socioeconômico sugerem a estimativa de um valor médio de prevalência de cegueira infantil para o Brasil entre 0,5 e 0,6 por mil crianças, de acordo com o estudo do CBO.

O mesmo relatório mostrou que, no mundo, 500 mil crianças ficam cegas por ano (quase uma por minuto). Muitas morrem na infância, por causa do problema que levou à cegueira (sarampo, meningite, rubéola, doenças genéticas, lesões neurológicas ou prematuridade). A maioria das crianças cegas nascem cegas ou ficam cegas em seu primeiro ano de vida.

Na infância, os pequenos estão suscetíveis a apresentar catarata e glaucoma congênitos, de difícil tratamento e mau prognóstico visual. Estrabismo e altos graus de ametropias devem ser diagnosticados e tratados precocemente, sob o risco de levarem à ambliopia, irreversível após os 7 anos de idade.

Entre os jovens, as causas para perda de visão predominantes incluem: trauma ocular (acidentes como “boladas” e outros impactos nos olhos), descolamento da retina e as doenças neurológicas e degenerativas, como a neurite óptica, a inflamação do nervo óptico.

Prevenção, detecção e tecnologias – Para detecção de doenças que afetam a visão, o oftalmologista dispõe de diversos recursos. Um exame oftalmológico completo inclui: anamnese (história do paciente e familiar, antecedentes pessoais, medicamentos em uso), acuidade visual com e sem correção refracional, exame biomicroscópico em lâmpada de fenda, exame de fundo de olho, tonometria (medida da pressão intraocular). Em algumas situações são necessários exames complementares, como exame de campo visual no caso do glaucoma, retinografias com uso de contraste endovenoso e/ou tomografias da retina em casos de retinopatias e DMRI.

“A principal causa de cegueira irreversível hoje é uma doença silenciosa, a DMRI, e nesses últimos 10 anos aconteceu uma revolução tanto na tecnologia diagnóstica com tomógrafos de retina e nos equipamentos de angiografia digitais, como no tratamento com medicamentos injetáveis que permitem evitar a perda de visão e a recuperação em muitos casos que antes eram considerados intratáveis”, conta o Dr. Sérgio Kniggendorf, do HOB, empresa do Grupo Opty em Brasília.

As tecnologias estão sempre avançando e trazendo não somente novas possibilidades para o combate às doenças que causam cegueira, como também para auxiliar os pacientes com perda visual acentuada. “Há auxílios ópticos de magnificação digital para pacientes com visão subnormal, além de auxílio óptico com interface associada a inteligência artificial para celular que reconhece através da câmera do aparelho o ambiente e o descreve para o paciente com visão subnormal”, afirma o Dr. Nagilton Bou Ghosn, especialista em retina e vítreo do HCLOE, empresa do Grupo Opty em São Paulo.

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ) e Hospital Oftalmológico da Barra (RJ) fazem parte dos associados, resultando em 40 unidades de atendimento.

SERVIÇO:

www.opty.com.br.